Estou certo que todos ouviram já alguém dizer “tentamos implementar um programa de CRM e falhou”. A maior parte das vezes, estas empresas estavam a perseguir um chavão na procura de uma rápida correcção de um problema do negócio ou de vendas. Muitas vezes até compram tecnologia fantástica, mas não compram a essência do CRM.
O que é preciso para pôr em prática um programa de CRM bem sucedido? O CRM é uma tecnologia de marketing, vendas, atendimento ao cliente, ou um papel executivo? Será que uma empresa precisa de comprar o CRM como uma filosofia ou o programa pode ter sucesso como uma táctica de marketing? Será necessário um “patrocinador” interno para defender a causa?
A experiência diz-me que o CRM não deve ser conduzido como uma solução tecnológica ou de software. Muitas empresas gastam grandes quantias de dinheiro no software e, em seguida, ou não chegam a ter a análise que precisavam ou acham que afinal é muito difícil de implementar e trabalhar.
Não creio que alguém possa negar o poder do CRM. Acredito no entanto, que ele tem de ser lançado correctamente.
Aqui vão alguns pensamentos:
1. Tem de haver um “Campeão” e o campeão tem de ter a equipa de topo a concordar que esta é uma iniciativa importante.
2. O campeão, para comandar a iniciativa de CRM tem de criar uma equipa transversal a todos os departamentos . (Nota: é uma iniciativa, não um projecto.)
3. O campeão deve procurar no exterior uma empresa com experiência CRM para orientar todo o processo.
4. A empresa deve evitar o síndrome “tem que ser inventado aqui” e capitalizar a experiência dessas pessoas com um leque mais alargado de experiências, que o que pode ser gerado internamente.
5. Nas primeiras reuniões deve ser criado um cronograma de desenvolvimento para que todos saibam o que é esperado. Gerir expectativas é essencial para o projecto.
6. O campeão tem de agir como tal e manter o processo em movimento, passo a passo e permanecer flexível para gerir a mudança.
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