Devo Adoptar Novos Modelos de Internacionalização?

Publicado por: José Carlos F. Pereira

Data Artigo 28-10-2016 11:51

O realmente importante é quem compra e não o que vendemos, e em muitos casos verificamos que a abordagem está infelizmente invertida, ou seja, focada na oferta e não na procura.

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Parece incrível este posicionamento mas é uma verdade na abordagem de uma boa parte do nosso tecido empresarial e industrial. E é aqui que entra o marketing inbound ao serviço do negócio internacional.

O modelo e o momento certo de entrada dependem sempre da adaptação do binómio empresa/mercado e, garantidamente, não há uma receita única para entrar.

Num mundo sem fronteiras, quando apostar em novos mercados?

O mercado doméstico é tradicionalmente o mercado primário para a grande maioria das empresas portuguesas. Há 20/30 anos atrás, a maioria das empresas e empresários, nem consideravam uma abordagem global ou internacional, sendo uma realidade até pelo grau de liberdade do mercado nacional e da concorrência mundial (ainda existiam fronteiras e muitas barreiras).

O facto é que é muito mais fácil aprender sobre o mercado doméstico do que compreender o “complicado” e afastado mercado internacional…será assim?.

Julgamos que não, o processo actual de globalização e o avanço rápido da tecnologia e ferramentas de apoio à gestão (incluindo a nova "industria 4.0" que já anda ai) mudaram este paradigma – o mundo global está no "virar da esquina" e as distâncias ficaram realmente curtas ou mesmo inexistentes.

Informação é o que não falta estando disponível para todos (não confundir com conhecimento!). Embora a informação esteja acessivel para todos, o que realmente está "barato" é a amplificação, seja de uma marca ou de um produto/serviço.

Apostar em novos modelos de Internacionalização, faz sentido?

Se os resultados de hoje são os mesmos de ontem, porque não apostar em novos modelos de abordagem? Poderão formatos diferentes de abordagem levar a resultados diferenciadores? Julgamos que sim!

Um dos caminhos é equacionar modelos de internacionalização com abordagens complementares ao tradicional com o inbound marketing internacional. Um dos principais beneficios é apresentar um ROI bem mais interessante do que o do "outbound marketing" puro e duro. A diferença que pode colocar o seu negócio noutro campeonato está em experimentar novas abordagens - não como uma abordagem substituta à presença em feiras ou missões mas sim como complemento e maximização de esforços com minimização do CAC (Custo de Aquisição do Cliente).

"não podemos fazer o trabalho de hoje com os métodos de ontem e continuar no mercado amanhã!"

Resumindo

Desenhar modelos de internacionalização não é algo que esteja num catálogo onde possa escolher o seu. Uma estratégia de internacionalização para vender a culturas diferentes num mundo em permanente mutação exige acima de tudo a abertura e capacidade para testar novas abordagens que sabe que podem não resultar.

Tenha particular atenção ao custo das abordagens e modelos de internacionalização a seguir. Eles devem ser controlados e medidos detalhadamente com a adopção de novas métricas.  

New Call-to-action*A opinião aqui expressa por bloggers convidados é pessoal, e não obrigatóriamente a da Nível Horizontal.

Autor: José Carlos F. Pereira

Gestor de Projectos Internacionais | Especialista em Desenvolvimento de Novos Mercados | Empreendedor | MBA pela ESADE de Barcelona | Mentor em Projectos de Internacionalização

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Tópicos: Exportação e Internacionalização