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Busca Semântica - Uma Tendência SEO a Dominar e Aplicar em 2015

Publicado por: Pedro Silva

Data Artigo 05-02-2015 17:00

SEO SemânticoSe ainda acha que optimizar um site para os motores de pesquisa é uma questão de palavras-chave... Então 2015 é o ano em que precisa de mudar a sua estratégia de SEO. Se não o fizer arrisca-se a ver o seu site desaparecer das páginas de resultados do Google.

Para o Google, se não optimizar o seu site para pessoas, e para o que realmente pretendem, então o seu site não é merecedor de um bom ranking. Se ainda continua a criar o conteúdo do seu site para uma máquina que lê keywords, então o seu SEO morreu, e o seu negócio online vai acompanhá-lo.

A Pesquisa Semântica e o Google

Como tinhamos falado num artigo anterior sobre mitos do SEO a eliminar em 2015, a evolução dos motores de busca, sobretudo do Google, será no sentido de cada vez mais nos apresentar resultados que satisfaçam as nossas reais necessidades e intenções. Ao invés de apresentar resultados que procurem uma correspondência exacta entre o que escrevemos e as palavras-chave presentes num site.

Em Setembro de 2013 o update “Hummingbird” foi lançado pelo Google. Ao contrário dos seus antecessores Panda e Penguin, o Hummingbird representou uma mudança mais profunda do algoritmo, baseada na pesquisa semântica. A semântica é uma sub-disciplina da linguística que se foca no estudo dos significados. A pesquisa semântica tenta perceber o significado do pedido e a intenção/necessidade de quem pesquisa.

busca-semantica-google-2015

O Hummingbird  no fundo está a dar mais atenção a cada palavra num pedido/pesquisa, de forma a que esse pedido - a frase completa ou significado - seja tido em conta, ao invés de uma palavra em particular. O objectivo é que as páginas que correspondam ao significado sejam mais valorizadas que páginas que correspondam apenas a algumas palavras-chave. Perceber a intenção por trás das palavras.

Crescimento das Pesquisas Conversacionais

Desde o seu aparecimento, o Google treinou as nossa mente a escrever palavras-chave que descrevam o que procuramos. Mas isso está a mudar. A pesquisa está cada vez mais a tornar-se uma conversação.

Vejamos por exemplo o Google Now ou o Siri, que nos estão a ensinar a fazer perguntas. Se eu escrever, "Onde fica a loja Salsa mais perto" na barra de pesquisa, o Google percebe o "Onde" como a localização e o "mais perto" como se referindo ao sítio onde me encontro neste momento. Mas também percebe que não procuro uma loja de ervas aromáticas.

Quase não é necessário usar palavras-chave específicas, bastando usar uma linguagem e termos naturais. Para a optimização SEO é mais importante pensar em como o seu site pode responder à pergunta do utilizador, em vez de procurar um bom ranking numa palavra específica.

Keywords Conversacionais

Em 2015 será essencial apontar às "pesquisas conversacionais" para corresponder às intenções reais dos utilizadores. Se quiser um bom ranking para o seu site, este é o caminho. A sua pesquisa e estratégia de palavras-chave deverá identificar tanto as keywords long-tail, como as LSI.

Palavras-Chave Long-tail

As palavras-chave Long-tail são frases mais extensas, mais específicas, que os consumidores mais próximos da decisão de efectuar uma compra terão a tendência de utilizar numa pesquisa.

Palavras Chave Longtail

O conceito principal das palavras-chave long-tail é a qualidade em vez da quantidade. Mais do que gerar tráfego, importa receber o tráfego certo. Imagine que quer vender compotas de fruta. Ter um bom ranking no google para essa palavra iria gerar imenso tráfego, mas para iria competir com marcas já estabelecidas e além disso, grande parte desse tráfego poderia não ser de visitantes que de facto querem comprar o produto. Podem procurar receitas, benefícios, comparar marcas etc.

Ter um bom ranking em palavras/expressões mais longas e especificas como "compota artesanal de morango orgânico" será menos competitivo, trará um menor número de leads mas de maior qualidade e probabilidade de conversão.

Indexação Semântica Latente/LSI

Palavras-Chave LSILSI significa “Latent Semantic Indexing,” um termo complexo mas que basicamente se refere a sinónimos, plurais e palavras relacionadas, das nossas palavras-chave. Por isso se sou um dentista, devo também usar palavras como dentário, odontologia, dentes etc.

O LSI também diz ao Google como as palavras-chave estão relacionadas entre elas. Por isso quando vê uma página que contêm "Salsa" junto de palavras como "jeans" ou "moda" percebe que se trata da marca Salsa e não da Salsa erva aromática.

A indexação semântica latente determina o valor do site em relação à relevância que fornece a quem faz a pesquisa. Se tem uma página sobre aluguer de carros, de pouco vale repetir essa palavra até à exaustão. O Google vai procurar por expressões e outras palavras relacionadas que provem que a página é útil para quem quer alugar um carro.

Semantic Markup

Semantic/Schema markup é a microdata inserida no html do website, que usa um conjunto de propriedades comuns, para descrever conteúdo do site como "Pessoa", "Produto", "Local", "Organização", etc. O objectivo é ajudar os motores de busca a interpretar sobre o que falamos. Para isso são usados tags no html, específicos de cada esquema.

product-with-microdata-html

O uso destes "esquemas" não é um factor de ranking. Mas ao usá-los estamos a dar informação relevante e detalhada aos motores de pesquisa, que estes podem apresentar na forma de Rich Snippets (como preço, avaliações, stock, etc) directamente nas páginas de resultados, o que aumenta a probabilidade do utilizador clicar no nosso link.

Rich Snippets

Para saber mais sobre a utilização destes esquemas pode consultar um dos mais populares, o schema.org.

A Importância da Pesquisa de Palavras-Chave

O SEO continua a evoluir, mas o aparecimento da busca semântica torna a pesquisa de palavras-chave mais importante que nunca. Em vez de se focar em algumas palavras, alargue o seu espectro de palavras-chave LSI e Long Tail, e frases de conversação que as pessoas usariam para procurar o seu produto ou serviço.

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Notas Finais:

  • O Marketing de Conteúdo deixou de ser opcional, é ele que permitirá chamar as pessoas certas e manter o seu envolvimento. Encher uma página com palavras-chave simplesmente não funciona, e não voltará a funcionar.
  • Optimize as suas páginas para as pessoas e não para os motores de busca. Estes só darão valor ao seu site se os utilizadores e visitantes lhe derem também. Elevadas taxas de rejeição (bounce rate) prejudicam o ranking do seu site.
  • O Google cada vez mais percebe o que realmente quer quando efectua uma pesquisa. Conteúdo pouco coerente com os serviços/produtos que vende será pouco eficaz.
  • Deixe de encarar a optimização para os motores de pesquisa apenas como um conjunto de tarefas mecânicas. Se produzir conteúdo de qualidade, metade do trabalho está feito.
  • Não procure obter mais tráfego e visitas. Procure obter as visitas certas e apresentar a informação de forma a que o utilizador se sinta informado e motivado a continuar no site.

Criação - Redesign de Sites

Autor: Pedro Silva

Webdesigner e Consultor Inbound Marketing. Trabalha essencialmente nas áreas do SEO, Design web e Usabilidade, ajudando os sites a atrair e converter. Gosta particularmente do estudo do comportamento e experiência do utilizador, e do mundo do SEO. Compreender o Google é obsessão, assim como tomar um bom café.

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Tópicos: Estratégias de Comercialização, Marketing de Conteúdo, SEO